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COP26: 97 países se comprometem a reduzir emissões de metano em 30% até 2030; Brasil aparece na lista

02/11/2021 - G1

Em um esforço global para reduzir em 30% as emissões de metano até 2030 em relação aos níveis de 2020, 97 países aderiram ao Compromisso Global do Metano nesta terça-feira (2), segundo o site oficial do acordo.

Anunciado pela primeira vez em setembro, agora o acordo inclui metade dos 30 principais emissores de metano, que respondem por dois terços da economia global. (Entenda mais abaixo o que é o gás metano).

O Brasil está entre os que mais emitem o gás e também se comprometeu com a meta de redução. O anúncio ocorreu em meio à conferência sobre o clima da Organização das Nações Unidas (ONU) em Glasglow, na Inglaterra, a COP26.

O metano é um gás que acelera a elevação da temperatura na Terra. Ele é produzido no aparelho digestivo do gado e em processos naturais, porém mais da metade do gás tem origem em uma série de atividades humanas, como os resíduos de aterros e a produção de óleo e gás.

Segundo especialistas, o metano é 80 vezes mais potente na elevação das temperaturas da Terra que o dióxido de carbono (CO2), sendo responsável por 30% do aquecimento global desde os tempos pré-industriais.

Como o metano tem vida mais curta na atmosfera que o CO2, reduzir as emissões dele é uma das formas mais eficazes e rápidas de desacelerar as mudanças climáticas.

 

Países que se recusaram a assinar

O Brasil aparece na lista como novo signatário do compromisso de reduzir as emissões do metano, mas o anúncio oficial ainda não ocorreu. O g1 procurou o Ministério do Meio Ambiente, que confirmou a adesão do país.

Também aparecem na lista dos signatários os seguintes países da América do Sul: Equador, Peru, Argentina, Chile, Colômbia e Guiana.

De acordo com a Reuters, no entanto, três grandes potências emissoras de gases do efeito estufa - China, Rússia e Índia - não se assinaram o compromisso, enquanto a Austrália disse que não apoiará a promessa.

Em 2019, o metano na atmosfera atingiu níveis recordes, cerca de duas vezes e meia maior do que na era pré-industrial.

 

Brasil e metano

O Brasil é o quinto maior emissor global de metano por causa da pecuária, uma vez que 61% das emissões de gases do agronegócio vem da fermentação entérica do gado.

Dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima mostram que as emissões da agropecuária no país estão maiores: aumentaram 2,5% em 2020 em relação ao ano anterior.

A agropecuária é, desde pelo menos 1990 (ano em que o SEEG começou a calcular as emissões por setor) o segundo maior emissor de gases de efeito estufa no Brasil, respondendo por 27% do total das missões brutas atuais. As atividades agropecuárias e o desmatamento, que estão diretamente ligados, respondem por 73% de todas as emissões de gases de efeito estufa do país.



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